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Esta é a idade em que os homens atingem a maturidade emocional.

Homem e criança concentram-se em tarefas numa mesa de cozinha, rodeados por chávenas e um ambiente acolhedor.

O bar estava barulhento, mas o silêncio dele era ainda mais alto.
Do outro lado da mesa, a Emma via o namorado fixado no telemóvel enquanto ela tentava descrever o pior dia que tinha tido no trabalho em meses. Ele acenou com a cabeça nos momentos certos, disse “que seca” duas vezes e depois mudou o assunto para futebol. Ela não chorou. Limitou-se a sentir aquele clique baço e familiar por dentro. Mais um homem que não sabia bem como estar presente emocionalmente.

No caminho para casa, perguntou-se aquilo que tantas mulheres se interrogam em segredo: quando é que os homens finalmente crescem por dentro?

A resposta real pode surpreender-te.

A idade surpreendentemente tardia em que os homens finalmente amadurecem emocionalmente

Pergunta a um grupo de mulheres quando é que os homens amadurecem emocionalmente e vais ouvir a mesma piada vezes sem conta: “Nunca.”
Resulta porque parece meio verdade. Vês homens de 40 anos a fazer ghosting como adolescentes, homens de 30 a entrar em pânico com a palavra “compromisso”, e homens feitos a bater portas porque alguém os contrariou.

Ainda assim, os dados contam uma história mais precisa. Vários inquéritos sugerem que os homens dizem alcançar a maturidade emocional por volta do início dos 40. As mulheres dizem lá chegar cerca de uma década mais cedo.
Essa diferença não é apenas um número. É a distância entre “não quero falar sobre isso” e “isto é o que eu estou mesmo a sentir agora”.

Pega naquele inquérito britânico viral tantas vezes citado na imprensa: as mulheres disseram sentir-se emocionalmente maduras aos 32. Os homens? Aos 43.
O mesmo inquérito concluiu que 8 em cada 10 mulheres acreditavam que os homens “nunca deixam de ser infantis” e que metade sentia que, muitas vezes, estavam a agir mais como a mãe do parceiro do que como a sua igual. Parece duro, mas corresponde ao que muitos casais vivem em silêncio em casa.

Pensa nas discussões clássicas: quem faz o trabalho emocional, quem marca as consultas, quem inicia conversas difíceis.
Vezes sem conta, é a mulher a dizer “temos de falar” e o homem a responder “agora? A sério?”

Porque é que este “florescer tardio” acontece a tantos homens? Em parte, é treino social. Muitos rapazes ainda crescem com frases como “faz-te homem” e “não chores” a ecoar-lhes nos ouvidos.
São recompensados por serem fortes, engraçados, produtivos - não por nomearem medo, vergonha ou solidão. Os sentimentos tornam-se uma linguagem privada que nunca chegam a aprender por completo.

Depois a vida real bate à porta. Um desgosto que os parte por dentro, tornarem-se pais, perderem um emprego, ou sentarem-se em terapia pela primeira vez aos 38.
São estes abanões que muitas vezes empurram os homens do modo de sobrevivência emocional para algo mais suave, mais lento e mais honesto.

Como é que a maturidade emocional num homem se vê no dia a dia

Não se vê maturidade emocional num perfil de encontros, e é isso que torna tudo mais complicado.
Ele pode ter um ótimo emprego, um carro bonito, ser educado com os empregados de mesa - e mesmo assim fechar-se no instante em que dizes: “Senti-me magoada quando…”

A verdadeira maturidade emocional aparece em hábitos pequenos e silenciosos. Um homem que manda mensagem a dizer: “Preciso de um bocado de tempo para processar, podemos falar logo à noite?”, em vez de desaparecer dois dias.
Um homem que diz: “Tens razão, exagerei”, sem precisar de um troféu por o admitir.

Um teste simples: repara como ele lida com a frustração. Trânsito, um atraso, um desacordo.
É naquele pequeno espaço entre a emoção e a reação que a maturidade mora.

Imagina dois homens a meio dos 30 depois de um mau dia no trabalho.

O primeiro entra pela sala a resmungar, descarrega na parceira, agarra numa cerveja e fica a fazer scroll no Instagram sem dizer uma palavra. A tensão dele enche o espaço, mas ele não a nomeia. O segundo entra igualmente exausto, pousa a mochila e diz: “Estou de rastos e um bocado à flor da pele. Se eu parecer distante, não é por tua causa. Podemos falar depois de eu descomprimir?”

O mesmo mau dia.
Duas idades emocionais completamente diferentes. Um ainda funciona em piloto automático adolescente. O outro aprendeu a competência adulta de nomear o clima interno antes de ele virar tempestade.

O que muda um homem de uma versão para a outra não é magia. É repetição.
Assumir erros em vez de os defender. Ficar em conversas desconfortáveis em vez de fugir. Permitir-se sentir-se tolo, inseguro ou com medo sem atropelar esses sentimentos com raiva ou piadas.

Sejamos honestos: ninguém faz isto todos os dias.
Mesmo homens muito maduros, às vezes, regredem, batem portas, levantam a voz ou fecham-se quando a vida aperta demais.

A diferença é o que acontece a seguir.
Um homem emocionalmente maduro volta atrás, diz “não estive bem ali” e tenta outra vez. Essa disponibilidade para reparar - não a perfeição - é o verdadeiro sinal de que ele finalmente cresceu por dentro.

Como é que os homens podem chegar mais cedo à maturidade emocional

Não há um aniversário mágico em que um homem acorda emocionalmente sábio.
O que realmente faz diferença são alguns gestos concretos e repetíveis que, devagar, reprogramam a sua vida interior.

Uma prática simples para começar: um check-in diário consigo próprio.
“O que é que estou a sentir?”, “Onde é que sinto isto no corpo?”, “De que é que preciso?” Leva 60 segundos, mas muda-o de reagir às cegas para reparar.

Se acrescentar mais um passo - dizer a alguém em quem confia “hoje estou ansioso/ciumento/envergonhado” - já está a fazer aquilo que muitos homens nem tentam até à meia-idade.
Esse pequeno ato de nomear transforma um peso difuso em algo com que ele pode realmente trabalhar.

A armadilha mais comum? Confundir maturidade emocional com ausência de emoção.
Muitos homens pensam: “Se eu não chorar, não me queixar, não mostrar fraqueza, estou a lidar bem.” Isso não é maturidade; é desligamento.

Outro erro é subcontratar toda a gestão emocional às mulheres. Esperar que a parceira acalme cada humor, decifre cada silêncio, faça de terapeuta, mãe e coach de vida ao mesmo tempo.
Essa dinâmica desgasta relações em silêncio.

Um homem em processo de maturação emocional aprende a estar com o desconforto sem o despejar nos outros nem fingir que ele não existe.
Ele pode tropeçar, dizer a coisa errada, ou recolher-se às vezes. O que muda é que ele repara e importa-se o suficiente para fazer melhor da próxima vez.

“Passei os meus trinta anos inteiros a fingir que estava bem”, disse-me um pai de 42 anos. “O dia em que admiti que estava aterrorizado com a ideia de ser um mau pai foi o dia em que finalmente comecei a crescer.”

O ponto de viragem dele veio de três mudanças práticas:

  • Começou terapia e aprendeu palavras reais para os sentimentos, e não apenas “stressado” ou “irritado”.
  • Começou a pedir desculpa sem acrescentar “mas tu também…”, o que transformou o casamento de um dia para o outro.
  • Criou um ritual semanal com um amigo em que falam sobre uma coisa que têm medo de dizer em voz alta.

Isto não são grandes gestos.
São hábitos pequenos e pouco glamorosos que aceleram discretamente o calendário emocional de um homem, para que ele não tenha de esperar até aos 43 para finalmente se encontrar.

Então… que idade é “tarde demais” para um homem amadurecer emocionalmente?

Se formos pelos inquéritos, muitos homens só se sentem verdadeiramente adultos emocionalmente no início dos 40.
Isto pode soar deprimente quando tens 29 e já estás exausta de parceiros pela metade, ou 50 e vês alguém de quem gostas continuar a fugir dos próprios sentimentos.

Mas a maturidade emocional não avança em linha reta. Alguns homens estão profundamente presentes aos 25 porque a vida os obrigou a crescer cedo. Outros acordam aos 47 no meio de um divórcio, percebendo que estiveram dormentes durante duas décadas.
A verdadeira pergunta não é “com que idade é que os homens amadurecem?”, mas “o que é que vai finalmente fazer este homem escolher amadurecer?”

No momento em que um homem decide tratar o seu mundo interior com a mesma seriedade com que trata a carreira, a forma física, o dinheiro - é nesse dia que o relógio começa de verdade.
E isso pode acontecer aos 21, aos 38 ou aos 63.

Ponto-chave Detalhe Valor para o leitor
Idade média de “maturidade” Inquéritos sugerem que muitos homens referem maturidade emocional no início dos 40; as mulheres, no início dos 30. Ajuda a definir expectativas realistas e a perceber porque algumas relações parecem “fora de ritmo”.
Como é a maturidade Assumir erros, nomear sentimentos, ficar em conversas difíceis e reparar após conflito. Dá sinais concretos para reconhecer num parceiro ou desenvolver em ti.
Como acelerar Check-ins emocionais diários, conversas honestas, terapia e pequenos rituais de responsabilização com amigos. Oferece ferramentas práticas para evitar esperar pela meia-idade para um crescimento emocional real.

FAQ:

  • Com que idade é que os homens costumam atingir a maturidade emocional? Estudos e inquéritos apontam frequentemente para o início dos 40 nos homens, cerca de uma década mais tarde do que as mulheres referem para si. É uma tendência, não uma lei.
  • Um homem pode tornar-se emocionalmente maduro nos 20? Sim. Homens incentivados cedo a sentir, refletir e comunicar - ou que passam por eventos de vida intensos - podem amadurecer muito antes da média.
  • Como sei se um homem é emocionalmente imaturo? Procura padrões: evitar conversas difíceis, culpar os outros, fazer “muro de silêncio” durante conflitos, usar raiva ou piadas para fugir à vulnerabilidade e recusar-se a pedir desculpa.
  • Um homem emocionalmente imaturo pode mudar? Pode, se quiser e estiver disposto a fazer trabalho desconfortável ao longo do tempo: terapia, feedback honesto e praticar novas respostas em vez de velhas reações.
  • O que posso fazer se o meu parceiro estiver atrás emocionalmente? Define limites claros, descreve comportamentos específicos que te magoam, convida-o a crescer (terapia, livros, conversas) e repara não no que ele promete, mas no que ele pratica.

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