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Cortes de cabelo depois dos 60: esqueça estilos antigos, este é o corte mais jovem segundo os profissionais.

Mulher idosa sorridente, de cabelo curto, recebe corte de cabelo por cabeleireira num salão moderno.

O cabeleireiro olhou para o relógio e depois voltou a olhar para a mulher no espelho. Raízes prateadas, camadas cansadas, aquele famoso “corte prático” que lhe tinham dito para manter depois dos 60. Puxou um fio fino e suspirou. “Da última vez pedi algo mais fresco”, murmurou, meio para si. O estilista sorriu, pegou na tesoura e inclinou a cadeira para que ela se visse mesmo bem. “Pronta para parecer você, e não a prateleira do ‘mais de 60’ do salão?”, brincou. Ela riu-se, um pouco nervosa. Dez minutos depois, a primeira madeixa comprida caiu ao chão. O rosto abriu. Os olhos pareceram maiores. A postura mudou por completo. Algures entre o terceiro e o quarto corte, a conversa deixou de ser sobre idade e passou a ser sobre energia.

Algo muito simples tinha mudado.

O corte curto e leve em que os cabeleireiros juram depois dos 60

Pergunte a alguns bons cabeleireiros o que fica mais fresco depois dos 60 e vai ouvir repetidamente a mesma resposta: um corte curto, ligeiramente em camadas, leve e arejado à altura do maxilar ou das maçãs do rosto. Não um capacete rígido, nem um pixie agressivo rapado dos lados. Um bob moderno e suave, por vezes chamado “soft crop” ou “bob francês”, que se mexe quando você se mexe. Liberta o pescoço, suaviza os traços e dá volume exatamente onde o cabelo fino mais precisa.

A magia não é ser curto.
A magia é ser leve.

Um colorista em Paris chama-lhe o “bob dos 10 anos”. Conta a história de uma cliente no final dos 60 que entrou com um estilo longo, liso, cuidadosamente escovado - o mesmo que usava desde os anos 80. Nas fotos, ela estava sempre a ajeitar o cabelo com a mão, a tentar controlá-lo. Ele sugeriu um bob à altura do maxilar, ligeiramente mais curto atrás, com camadas suaves e uma franja leve a roçar as sobrancelhas. Ela hesitou e, por fim, disse que sim.

Duas semanas depois, voltou com fotos impressas de si numa festa de família. A mesma mulher, as mesmas rugas, os mesmos óculos. E, no entanto, toda a gente lhe tinha dito que ela parecia “tão desperta”.

Há uma razão simples para os estilistas insistirem neste tipo de corte depois dos 60. O cabelo perde densidade naturalmente, sobretudo no topo e nas laterais, e os comprimentos pesados puxam tudo para baixo. Um cabelo longo e cortado a direito pode fazer o rosto parecer mais “caído”, enquanto um bob estruturado mas leve levanta visualmente a linha do maxilar e emoldura os olhos. O cabelo mais curto também reflete a luz de forma diferente, o que suaviza a pele e ilumina os fios grisalhos ou brancos.

Muitas mulheres acham que o cabelo comprido vai esconder a idade. Os estilistas veem o contrário todos os dias: o corte curto certo não a expõe - revela-a.

Como pedir o corte mais rejuvenescido (sem parecer perdida)

O primeiro passo acontece antes de a tesoura tocar na cabeça. Sente-se e, em vez de dizer “Faça-me algo jovem”, fale de movimento e volume. Diga que quer um corte à altura do maxilar ou das maçãs do rosto, ligeiramente em camadas, com suavidade à volta do rosto. Peça ao estilista para evitar linhas duras e geométricas e para manter as pontas ligeiramente texturadas.

Leve uma ou duas fotos, não dez. Assinale o que gosta: a franja, o comprimento, a forma como o cabelo cai no pescoço. Os cabeleireiros traduzem imagens muito melhor do que palavras vagas como “jovem” ou “fresco”.

Um erro comum é entrar a pedir desculpa pela idade, pelo cabelo ou pelo tempo desde o último corte. Não precisa de o fazer. Encara isto como uma atualização de estilo, não como uma missão de resgate. Diga ao estilista como vive: usa óculos, faz brushing, nada, detesta fazer penteados? Estes detalhes determinam se o seu bob precisa de microfranja, franja cortina ou nenhuma franja.

Sejamos honestas: ninguém faz isto todos os dias. Por isso, diga claramente se não vai passar 25 minutos com uma escova redonda todas as manhãs. Um bom corte moderno depois dos 60 deve assentar com uma secagem rápida e talvez um produto - não com um tutorial completo.

“Eu digo sempre às minhas clientes com mais de 60”, diz a cabeleireira londrina Carla M., “o seu corte deve parecer que abanou a cabeça e ele caiu assim. Não que lutou com ele durante meia hora.” Ela ri-se. “Se precisar de três produtos e de um vídeo no YouTube, não é o corte certo para a sua vida.”

  • Peça camadas suaves e “invisíveis” atrás para aumentar o volume, em vez de camadas pesadas e muito escaladas.
  • Mantenha o comprimento entre meio do pescoço e a linha do maxilar para o efeito mais levantado no rosto.
  • Experimente uma franja leve e fininha para suavizar as linhas da testa e realçar os olhos.
  • Evite pontas ultra-finas e muito marcadas, que podem parecer espigadas em cabelo mais fino e maduro.
  • Planeie uma manutenção rápida a cada 6–8 semanas para manter a forma limpa e jovem.

Para lá do corte: uma nova forma de olhar para o cabelo “adequado à idade”

A certa altura, quase todos nós chegamos àquele momento estranho no espelho em que o corte que adorávamos aos 40 de repente parece pesado aos 65. Apanha-se o reflexo numa montra e pensa: “Eu não me sinto assim por dentro.” Esse intervalo, entre a energia interior e a imagem exterior, pode ser grande. O “bob suave” que tantos estilistas recomendam depois dos 60 não é apenas uma tendência. É uma ferramenta para fechar um pouco esse intervalo.

O cabelo volta a ser uma conversa, não um compromisso.

Ponto-chave Detalhe Valor para a leitora
Bob leve em camadas Comprimento ao maxilar/maçãs do rosto com textura suave Levanta visualmente os traços e acrescenta volume
Falar em termos de estilo de vida Explicar hábitos de styling e rotina diária Garante um corte com o qual consegue mesmo viver
Pequenos retoques regulares A cada 6–8 semanas para afinar a forma Mantém o efeito “jovem” sem mudanças drásticas

FAQ:

  • O cabelo curto é mesmo mais rejuvenescido depois dos 60? Nem sempre, mas um corte curto leve e estruturado costuma levantar melhor os traços do que cabelo longo e pesado, sobretudo se o cabelo afinou.
  • Posso manter o cabelo comprido e ainda assim parecer moderna? Sim, se tiver movimento: adicione camadas a emoldurar o rosto, alivie as pontas e evite um styling ultra-liso e chapado que puxa o rosto para baixo.
  • E quanto a cabelo grisalho ou branco com este corte? O grisalho fica fantástico num bob suave; a forma dá dimensão e um gloss/toner subtil pode evitar que pareça baço.
  • Com que frequência devo cortar? A cada 6–8 semanas é o ideal para manter as linhas limpas e o volume no sítio certo, com pouca perda de comprimento em cada visita.
  • Preciso de produtos especiais depois dos 60? Um spray leve de volume nas raízes e uma quantidade mínima de creme alisante nas pontas costuma ser suficiente para este tipo de corte.

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