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Como se livrar dos ratos em sua casa com um porta escovas de vaso sanitario uma armadilha caseira eficaz

Mãos segurando pinça com comida num dispositivo cilíndrico, com luvas e borrifador ao lado sobre uma superfície de madeira.

Se já encontrou dejetos pequenos, ouviu barulhos em paredes/tetos ou reparou em embalagens roídas, são indícios fortes de atividade de ratos. Um porta-escovas de vaso sanitário (copo cilíndrico com tampa) pode servir como “túnel” económico para uma ratoeira: escurece o percurso, encaminha o roedor até ao gatilho e diminui toques acidentais (embora não torne a armadilha totalmente segura).

Isto não substitui uma desratização quando o problema já é grande - é uma solução para travar cedo e, sobretudo, confirmar por onde circulam.

Porque é que os ratos aparecem (e porque voltam)

Ratos entram por aberturas minúsculas (muitas vezes 1–2 cm), deslocam-se encostados a paredes e regressam sempre que haja comida + água + abrigo (despensa, garagem, arrecadação, atrás de eletrodomésticos).

O erro mais comum é reagir apenas ao “avistamento” e ignorar o sistema:

  • Entrada (fendas, grelhas, folgas em portas, passagens de tubos)
  • Trilho (cantos, rodapés, traseiras de móveis)
  • Recurso (ração, migalhas, lixo, água)

A armadilha funciona muito melhor quando vem acompanhada de vedação e limpeza: um isco “excelente” perde para uma fonte fácil de alimento (ração exposta, saco do lixo a transbordar, comida do animal).

Use isto como reset rápido: capturar e mapear a rota.

A ideia do porta-escovas: um túnel que torna a armadilha mais eficaz

O porta-escovas cilíndrico com tampa atua como “caixa de passagem” improvisada e costuma ajudar porque:

  • Dá escuridão/abrigo (menos hesitação em zonas expostas)
  • Canaliza a aproximação ao isco (menos abordagens laterais)
  • Cria barreira parcial ao toque acidental (ainda assim, trate como perigoso)

Na prática, troca uma ratoeira “à vista” por um corredor discreto e previsível - especialmente útil em cozinhas/arrumos, onde o animal evita atravessar áreas abertas.

Materiais (simples e baratos)

Item Quantidade Função
Porta-escovas cilíndrico (plástico/metal) com tampa 1 Estrutura do “túnel”
Ratoeira de mola (snap trap) para rato 1 Captura rápida
Isco (manteiga de amendoim, chocolate, bacon) pequena porção Atrair e fixar o rato

Opcional (útil): luvas descartáveis, máscara (FFP2 se houver muito pó/dejetos), abraçadeiras/fita forte, x-ato/berbequim para aberturas, lixa.

Montagem em 10 minutos (passo a passo)

1) Prepare o porta-escovas

Lave e seque bem. Evite odores fortes a detergente/lixívia (alguns roedores ficam mais desconfiados).

Crie duas entradas (uma em cada extremidade) para parecer uma passagem natural:

  • Se for aberto em cima: coloque a tampa e faça uma abertura lateral baixa
  • Se for fechado: faça dois recortes ovais/circulares com diâmetro suficiente para o corpo passar sem raspar

Alise as bordas (rebarbas podem afastar o animal e também aumentam o risco ao manusear).

2) Fixe a ratoeira no interior

Assente a ratoeira no fundo e não a deixe solta: prenda com fita/abraçadeiras para não deslizar quando o rato tocar.

Regra prática: o rato tem de avançar até ao gatilho para chegar ao isco. Se a rota for junto à parede, alinhe a entrada do túnel com essa parede (os ratos “varrem” cantos e rodapés).

3) Aplique um isco “pegajoso”

Use pouco isco, bem preso ao gatilho. A manteiga de amendoim costuma resultar por ser aromática e não cair. Isco a mais permite “roubo” sem disparo.

Se notar muita cautela, faça prebaiting: deixe o túnel 1 noite no local sem armar (apenas com isco) e arme no dia seguinte.

4) Feche e estabilize

Feche a tampa e impeça o cilindro de rolar: encoste à parede e, se necessário, trave com um peso ao lado (sem tapar a entrada).

Instável = suspeito. Estável = mais passagens.

Onde colocar para ter resultados (e onde não vale a pena)

A colocação conta, muitas vezes, mais do que o isco. Os ratos seguem trajetos “colados” a superfícies e evitam atravessar espaços abertos.

Melhores locais

  • Ao longo de paredes (cozinha, despensa, garagem, arrecadação)
  • Atrás/ao lado de frigorífico, forno, máquinas, armários baixos
  • Junto a sinais: dejetos, marcas de gordura, ruídos recorrentes
  • Perto de entradas prováveis: falhas em rodapés, passagens de tubos, grelhas, folgas em portas/portões

Regra rápida: comece com 2–4 pontos no mesmo percurso (ex.: a cada 2–3 m junto a paredes/cantos) e reposicione ao fim de 48–72 horas se não houver atividade.

Locais a evitar

  • No meio de áreas abertas
  • Zonas muito húmidas (o isco degrada e os cheiros mudam)
  • Ao lado de comida exposta (primeiro elimine fontes fáceis)

Segurança: o que fazer para não criar outro problema

Ratoeiras de mola são eficazes, mas exigem cuidado. O “túnel” ajuda, mas não é “à prova de crianças/animais”.

  • Use luvas ao montar e ao recolher (reduz risco sanitário e odores nas mãos)
  • Mantenha fora do alcance de crianças e animais, mesmo com a “caixa”
  • Evite venenos “às cegas”: pode haver morte em local inacessível (cheiro/moscas) e há risco para animais que comam o roedor
  • Verifique diariamente (idealmente manhã e noite): mais controlo, menos cheiro e menos sofrimento

Se tiver animais curiosos, coloque o conjunto num armário/arrumo com acesso controlado (desde que o rato consiga entrar). Se houver muitos dejetos, use também máscara para reduzir a inalação de poeiras.

O que fazer depois de capturar (limpeza e prevenção)

Com luvas, retire o roedor e descarte em saco duplo bem fechado, seguindo as regras do seu município (muitas vezes, lixo indiferenciado). Depois:

  • Ventile o espaço
  • Evite varrer/aspirar dejetos a seco; humedeça primeiro para não levantar poeiras
  • Desinfete a zona e o porta-escovas (use desinfetante e siga o rótulo; não misture lixívia com outros produtos)
  • Lave bem as mãos

Para evitar que volte:

  • Guarde alimentos e ração em recipientes rígidos com tampa (plástico duro ou, melhor, metal)
  • Vede fendas e passagens com materiais que não sejam roídos (rede metálica + massa/cimento; espuma só se ficar protegida)
  • Reduza abrigos (caixas no chão, papel/cartão, cantos com tralha)
  • Corte fontes de água (pingos, condensação; retire taças de animais à noite se for seguro)

Quando esta armadilha não chega

Se houver avistamentos durante o dia, muitos dejetos, cheiro intenso, ninhos, ou sinais em várias divisões, é provável que a infestação já esteja instalada. Nesses casos, normalmente compensa chamar uma empresa de controlo de pragas e, em paralelo, corrigir entradas estruturais (folgas em portas/portões, grelhas danificadas, passagens de tubagens mal seladas).

O objetivo desta solução é interromper cedo e ganhar tempo - não substituir um plano completo quando o problema escalou.

FAQ:

  1. Esta armadilha é “humana”? Uma ratoeira de mola bem posicionada tende a ser rápida. Captura-viva é outra abordagem, mas libertar ratos raramente é boa ideia por motivos sanitários e de reinfestação.
  2. Que isco funciona melhor em casa? Manteiga de amendoim costuma resultar por ser aromática e pegajosa. Chocolate e bacon também funcionam, mas estragam mais depressa.
  3. Quantas armadilhas devo colocar? Em geral, mais do que uma. Comece com 2–4 ao longo das rotas prováveis (paredes e cantos) e ajuste conforme os sinais.

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